Quatro passagens de The Sardine Fast — a voz, a evidência e a honestidade frontal que vai encontrar ao longo das 450 páginas.
A emergência metabólica que nos rodeia não é um problema de força de vontade e não é, para a maioria das pessoas, um destino genético. É um sintoma a jusante de um ambiente alimentar e de estilo de vida do pós-guerra que impulsionou a hiperinsulinemia crónica em populações inteiras — e o jejum é uma de um pequeno número de alavancas fisiológicas capazes de fazer baixar esse sinal sem recurso a um fármaco.
O processo celular que Ohsumi identificou — a autofagia, literalmente «comer-se a si próprio» — é a única alavanca biológica que é acionada de forma fiável pela privação de alimento e muito mal acionada por quase qualquer outra intervenção. O leitor deste livro pode acioná-la com um relógio, um copo de água e paciência.
Vi o traçado de glicose contínua de um cirurgião sénior aplanar-se de tal forma que ele perguntou, em genuína perplexidade, se o aparelho estaria avariado. Não estava avariado. O pâncreas dele tinha finalmente tido a oportunidade de descansar.
Pode desencadear a autofagia com cerca de cento e cinquenta calorias de proteína e gordura puras no estômago — desde que essas calorias não venham acompanhadas dos hidratos de carbono que voltariam a elevar a insulina e a desligar a autofagia. Pode, por outras palavras, jejuar com mais inteligência.
O livro completo — seis partes, trinta e um capítulos, 35 estudos citados.
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